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Noite.

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Dos amores mais profundos, a ausência.

Os olhos cansados perseguem a loucura da concreto, a intolerância de uma cidade fria e provinciana. Os pés caminham aos trancos, rumo a bares sujos demais ou puros demais, nunca abertos na segunda-feira. Os lábios buscam o beijo ácido de qualquer liberdade, mas só encontram o álcool, velho companheiro de tantas andanças. As mãos seguram o cigarro, o isqueiro, o copo, o dinheiro amassado, na esperança de acharem qualquer paz. Sempre bêbados, os abraços, tortos e cambaleantes procuram aconchego em outros abraços.

O corpo entorpecido, a alma embriagada e nada. Nada que nos console.

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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

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