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Nothingness.

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Nada foi o que eu vi quando olhei pro lado.

Foi o que eu vi no fundo dos olhos de tanta gente que passava, de gente que falava, de gente que ficava mesmo tendo vontade de ir.

Eu que rezava todas as noites e pedia coisas tão simples que nem mesmo deus imagina. Eu que pedia a qualquer deus pra não ficar sozinha.

E ria, bebia, cantava, dançava com venda nos olhos. E caminhava pela vida como se fosse feliz.

Alegrava as festas e ria de mim mesma, mirando olhos-espelhos que sempre me sorriam de volta. E seguia, como bicho, como deus, como qualquer coisa que não teme o amanhã.

Eu que olhava pra própria sombra sem nada desconfiar. Eu que sorria pro mundo sem precisar de motivo. Eu, que fingia que alegria era felicidade e seguia… Cega, vagando pelo vale das ilusões.

Que bebia para que a embriaguez durasse pra sempre, sem saber da ressaca que o amanhã guarda.

Eu, que não tinha medo de ser feliz, nada mais achei.

E num gole de realidade, vi no fundo dos meus olhos, além do nada, uma fagulha de solidão a me acompanhar.

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Sobre Amanda

Uma atriz com um leão a rugir no peito.

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