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Rhapsody 1.

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Abri os olhos. Um caos bonito, com cheiro e gosto de ferrugem. 

Meu tato reconhece o calor e a textura de tudo que perece. Do sangue que escorre lavando a minha alma. 

O hálito quente da morte ainda pairando sobre o mundo, me fazendo quase transpirar.

O meu corpo querendo se desgrudar do real e dançar de braços dados com a liberdade.

O mundo parou de girar por alguns instantes. E com ele o tempo. Por isso instantes abstratos, e não segundos. Como se a vida de todas as coisas tivessem sido sugadas e congeladas por uma breve eternidade.

Não havia consciência, devaneio ou culpa. Não haviam gotas de lágrimas ou de sangue que ousassem cair. Sem pulso, sem coração batendo.

A eternidade me condenava.

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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

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