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Vida diet.

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Almocei um prato de mentiras, daquelas com as gordurinhas nas bordas, mal passadas.

O tempero não era mau, mas a minha intuição – que agora dei pr’essas coisas – já vinha na contramão me dizendo que aquilo não ia prestar. Sempre fui meio apaixonada por essas porcarias; como mal passado, como cru, devoro até o que não me pertence. 

E como o pior cego é o que se nega a ver, ou nesse caso, o surdo, a ouvir, continuei. Me empanturrei com a dor e a delícia de uma boa mentira. Feita em casa, cozida a vapor, deixando resquícios no avental de bolinhas.

Tudo bem, pensei. Melhor mesmo é acreditar numa mentira real do que numa verdade inventada.

E verdade seja dita, a mentira que cabe a cada um sempre será melhor e mais saborosa do que a verdade absoluta imposta pelos cretinos da vez. Porque é assim mesmo, um cretino cai e outro já vem chegando, ainda pior do que aquele, com a verdade absoluta congelada na bandeja. A mesma que vai servir de prato às cabeças dos que amam as mentiras.

Tampem os ouvidos porque ai vem o meu sonoro foda-se: não engolirei quaisquer verdades enlatadas pois nasci no reino do irreal. Vomitarei  em vossas dietas politicamente corretas, em vossos tabus, e em vossos discursos prontos. 

Ninguém há de me enfiar goela abaixo verdades totalitárias. Porque os meus ídolos são a liberdade e a opinião.

E claro, o foda-se.

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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

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