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Perecivelmente.

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Arrancou-o lentamente. Inteiro ou aos pedaços, não saberia dizer. Colocou-o no congelador, ainda de mãos dadas, num para sempre que acabou ao amanhecer. 

Aos poucos, viu-o esverdear-se até mofar. Acabara seu prazo de validade. Às vezes as coisas podres e sujas são as mais bonitas, com seus tons em sépia. 

Enrugara, perdera o viço, diminuíra de tamanho como acontece às coisas que envelhecem. É, talvez, uma lei da vida, simples e fatal. Morre-se, apenas.

Um dia encontraria outro que pulsasse, mais forte e vivo que todos, vermelho sangue. Que fervesse todos os amores antigos, que acalmasse as tormentas que um dia bateram à sua porta. 

Talvez não.

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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

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