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Não, hoje não.

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Eu não te adoro.

Não vai ser dessa vez que vou te acarinhar e dizer “tudo bem, vai ficar tudo bem”.

Hoje eu vou gritar até não poder mais. Até que me falte o ar. Vou gritar todas as verdades que são minhas porque as roubei, engoli, digeri. Vou denunciar tudo quanto tem me tirado noites de sono.

Há quanto tempo paramos de andar? Há quanto estancamos? Quanto falta para caminharmos para trás? 

Cascas vazias não se mantém em pé. Vazias de alma, vida e fúria.

São mudos, e assim como os mortos, invisíveis. Mas aqueles, ao contrário destes, são assim geralmente por uma infeliz escolha própria.

É a lei da vida, do mundo que vive em colapso: quem não tem voz, desaparece.

Eu não sei calar, então não me calo. Não sei aceitar a morte em forma de silêncio, as palavras que morreriam dentro de mim. Que sejam tortas, sujas, até feias, são minhas e não se calam.

E dizem sim sem esperar aval.  Porque aqui não há lugar para pouca vida.

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Sobre Amanda

Uma atriz com um leão a rugir no peito.

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