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Enfim, um começo.

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Ela sorria.

 

Simples, sem grandes cerimônias.

Como criança que devora seu doce preferido. Como há muito tempo não se ousava sorrir.

Primeiro, desajeitadamente, como se estivesse prestes a cometer um crime, uma espécie de sacrilégio, do qual seria perpetuamente culpada.

Aos poucos foi deixando. Que o tempo passasse, que as luzes se apagassem, o mundo haveria de se acostumar.

Então, pela primeira vez, percebeu-se: já não carregava tantas bagagens, tanto esquecimento. Espaço não mas havia: transbordara-se. Assim, não tendo escolha, tornou-se leve. 

Sabia-se feliz e isso lhe bastava. Sem grandes afirmações e filosofias de vida, um dia acordou e era feliz, pronto. Que mal há nisso? Quem a julgaria?

Que falassem. Era inevitável, nada havia a ser feito.

Depois de tantas andanças, de tantos nós desatados, fins abruptos e inícios desavisados, lá estava ela. De volta ao começo, sorrindo.

 

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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

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