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Suave mente.

Publicado em

Um breve instante de fuga. Ou de percepção, ou de destempero, ou de dúvida. 
O suave controle do desespero, pulsando em ondas por todo o corpo.  
Inicia-se então a busca. Os passos vão se firmando aos poucos. Quanto mais aceleram, mais as palavras parecem fugir. Quando se pode quase alcançá-las e botá-las no mundo, elas já não estão mais lá, deixando apenas lacunas.

Vai ver é assim mesmo… Não há o que dizer. Que ecoe o silêncio. Que se arrastem as horas, e que de alguma forma, uma luz se acenda. Que um raio de compreensão caia sobre a égide fria da ignorância. 

Porque eu não posso aceitar o nada, então (per)sigo. Sonho.

Que seja possível tocar o (e)terno.


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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

»

  1. Olá Amanda,

    Linda poesia em prosa (assim soou para mim). O nada e o vazio e do eterno só a saudade… também me sinto assim e pior, porque às vezes pareço cínico porque houve desencanto. Mas se fosse mesmo assim não lamentaria.

    Beijos monstra,

    A.

    Responder
    • Meu bem, não peguei teu número aquele dia… entra em contato comigo quando puder e me passa seu número… Ve se vai assistir a peça, hein, to te esperando!

      Beijos!

      Responder
  2. Prosa poética, sim! E você humilha brincando docemente com o idioma!

    Responder

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