Assinatura RSS

No exit.

Publicado em

É assim, como se fosse só apertar o delete. 

E eu me pergunto, por que é que a gente não vira gelo de uma vez? Por que não endurece até não poder mais? Se somos ou podemos ser tão frios, calculistas, tão robôs, seres digitantes da era digital, resolvendo todas as questões sagradas do universo em um clique.

Não.

No fim das contas mesmo, a gente engole o choro ou se descabela, queima e joga fora tudo que faz mal, tudo que quer esquecer. Mas e a lixeira interna, como achar? O meu botão de delete, cadê?

Na hora de não sentir, de virar pedra, é que mais se sente, e  elevado a inúmeras raízes. Sem fugas, sem reset. No exit. 

Só refúgio, esconderijo. Isso a gente sempre arranja. Mas saída, não.

Então o jeito é continuar sendo o que sou: mais carne do que osso. Um pouco de alma, um pouco de amor e mais um tanto de desamor. Um bom tanto de contrasenso, outro de nostalgia. E o pior: muito mais coração do que qualquer outra coisa.

Anúncios

Sobre Amanda

Uma atriz com um leão a rugir no peito.

Uma resposta »

  1. Amanda, você descreveu aí a angústia de toda uma geração. Chamem de geração Y, geração do Milênio, etc. a geração das grandes mudanças na informação, no acesso a tecnologias e em toda a transformação das relações pessoais.

    Ainda assim, é atemporal: traduz o que há de primordial no ser humano, enquanto indíviduo, sentimental, emocional.

    Parabéns, menina! Excelente!

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: