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Sós.

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O indizível me dizia: aqui me tens de regresso.

Sem querer. Sem desejar qualquer coisa que não a fuga. Fuga do que por ser real demais, sangra. 

Eu, que sempre tive nostalgia e carinho pelas coisas antigas, agora me debato para sair desse retrato sem cor, dessas lembranças que são só poeira.

Eu, que caminhava com a firmeza de quem carrega alguma grande certeza sagrada da vida. 

Caí. Esvaía-se tudo que eu carregava solto dentro de mim. Faltaram-me nós, laços. Via escorrer e esbanjar-se pelo chão todas as miúdas faltas, calmas e verdades. Perdiam-se e partiam-se. Sós. Eu, só.

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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

»

  1. É como se esvaísse para as palavras cada gota de alma.

    Responder
  2. ‘Receber’ (ler) uma poesia e retratar o que se sentiu com palavras é tão difícil quanto escrever um manual para a alma de alguém.

    “Perfeito para explicar a dor do passado”

    É o que posso dizer

    Responder

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