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Abstratamente

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… borbulhando.

Derretendo o que parecia intangível, as certezas mais absolutas, agora abstratas.

Recomeçar a juntar os cacos do que ainda nem se quebrou. Comprar passagens só de ida para um lugar qualquer que não aqui. Um tempo que não agora. Não hoje.

Os braços estão fatigados, cansaram de brigar. Os olhos pesam o peso de todas as batalhas, as noites mal dormidas, o coração em nó, pó.

Os ouvidos acolhem todas as palavras vãs, como sempre acolheu os silêncios afiados.

A corda apertando o pescoço, sufocando os sentidos, pedindo uma resposta final. Ou o suspiro final, o grande brilhante fracasso. Ensaiamos tanto para o grand finale…

E então, o grande salto. O pequeno empurrão. A brecha, a fresta, a luz que não se vê.

Vírgulas ou pontos finais? Talvez livrar-se das reticências. E todos os caminhos que já não servem mais.

Músicas, livros, cartas, mensagens, palavras, silêncios, ares, nós, lençóis, planos, fotos, suspiros, promessas, devaneios… ad infinitum.

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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

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