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Congelar.

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Menti.

E nesse caso, da pior maneira possível. Tentei me esconder de mim mesma. Esconder todos os vestígios, as provas cabais, as pseudo-verdades que agora gritam e se agigantam à minha frente.

A troco de quê? Uma (mais uma?) tentativa infeliz de salvar o impossível.

O tempo que achei que tivéssemos, as escolhas que fiz até sangrar. Porque é isso, é só isso que acontece quando você afia suas armas e escolhe se machucar com elas. Murro em ponta de faca, devagar e dolorosamente, sempre. Insisto, persisto. Mas uma hora o sangue acaba, a faca enferruja… e o fim.

Olhando agora não consigo enxergar tudo que via. As possibilidades, as tormentas, os dias bons, as cores bonitas. Tudo que ficou foi esse sangue coagulado, essa ausência sem sentido.

Perderam-se as sutilezas, os olhos que se encontravam sem querer, os passos que seguiam no mesmo compasso. E o caminho, cadê?

Não, eu não tenho certeza. Mas ainda assim arranco tudo o que pulsa, deixo esvaziar tudo, o sangue escorrer. Preciso desse agora, dessa dor que quer gritar mas não sabe como. Sei que me machuco também; sinto, cedo ou tarde. Um masoquismo febril que insiste em pedir passagem. Reluto, mas não posso. Não mais.

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Sobre Amanda

Uma atriz com um leão a rugir no peito.

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