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Sem céu cinzento, sem gelo por dentro.

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BANG!

A grande ficha que faltava. Despencou, estrondosamente:

Eu não imaginava tanta distância. Não pressentia um caminho tão longo. Mas também não sabia dos meus domínios.

Observo, ainda que não compreenda tudo, os passos vãos que me permito dar. Estou sozinha, mas não sou a única.

Novamente, divido o guarda-chuva com a minha própria solidão. Mas sem frio, sem céu cinzento, sem gelo por dentro. Resigno-me para aceitar que nada me pertence, talvez nem ela, companheira de tantas andanças – a solidão.

Agora ando, a passos lentos e firmes. O mundo desabando, o céu caindo.

Ou não, o mundo aberto, pedindo um sorriso, o céu anil. E eu atendo ao pedido: sorrio. Porque ainda sou a mesma, ainda chovo sorrindo, ainda sou tempestade em copo d’água. Mas ofereço o meu sorriso, implacável e agora indestrutível, fortaleza de mim mesma.

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Sobre Amanda

Uma atriz com um leão a rugir no peito.

Uma resposta »

  1. Adoro suas descrições de você mesma, me faz te amar mais do que já te amo, coisa linda!
    E sempre descrevendo tudo do melhor jeito possível, está ótimo!

    Responder

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