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Stop breathing.

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Passei três dias, três dias seguidos bêbada.

Sim, aquela velha desculpa mais clichê do mundo: afogar as mágoas, esquecer de tudo. Alegria forte, instantânea, engarrafada.

E a velha máxima de não conseguir afogar nada além de mim mesma. Apenas estancar o fluxo, anestesiar os gritos, a alma, o corpo. Por um tempo.

Mas então, mudo de estratégia. Busco todos os bisturis, tesouras, facas, quaisquer certezas afiadas e me perfuro. Sutil e dolorosamente.

Reviro-me. Cuspo minhas reentrâncias e tento, com minhas pequenas mãos inábeis, resgatar qualquer tipo de emoção, sentimento, inspiração. Algo que se aproxime de um bla-bla-blá romântico qualquer.

Questiono-me, como se questiona Johnny Kagyn: por quanto tempo um ser humano sangra até ficar completamente vazio?

Peço uma previsão, um número a que se agarrar, uma meta. Tantas vezes expurguei o vazio, demonizei-o, tentei arrancá-lo com as mãos. Estupidamente em vão. A única coisa que não me pede resposta, que me deixa sentir uma leveza, ainda que obscura, é ele, o vácuo-abismo-infinito. Amarra-me as mãos, me abafa os gritos, me dopa os sentidos.

Não sei se fujo ou se persigo.

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Sobre Amanda

Uma atriz com um leão a rugir no peito.

»

  1. Muito hermético pro meu gosto. <3

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  2. Ou fujo e persigo ao mesmo tempo, inevitavelmente.

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