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Singular.

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Tente ser mais do que palavras, você me dizia.

Eu falava no singular. Tirava o “s” das palavras, esperava sentada no corredor das nossas ausências.

Um ponto. Um nó. Displicentemente eliminava os plurais, como se algo me impedisse de usá-los. Eu eu eu eu.

Eu vou. Se eu. Só eu.

É como se eu já soubesse. Antes de qualquer anunciação.

Era como se pudesse de alguma forma antecipar a grande dor a que me exporia. Como se de antemão pressentisse todos os espinhos, os pregos, as pedras nas quais pisaria.

Como se por alguns segundos pudesse sentir as feridas se abrindo e tudo que elas traziam à tona. Alguns segundos e nada mais. Depois ficavam as cicatrizes. E o vazio. (again and again)

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Sobre Amanda

Uma atriz com um leão a rugir no peito.

»

  1. Ainda bem que só por alguns segundos…. e que isso não se repita mais!
    Cicatrizes todos temos, é inevitável…. visiveis ou não. E elas servem pra gente lembrar o que passou, lembrar as besteirinhas e não repeti-las (ou não hahahaha) =)

    Responder
  2. Lua Rodrigues

    “Era como se pudesse de alguma forma antecipar a grande dor a que me exporia. Como se de antemão pressentisse todos os espinhos, os pregos, as pedras nas quais pisaria.”

    lindo trecho.

    Responder

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