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Lugar algum.

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Não componho-me apenas de escassas lembranças. Descortino novos e tantos “talvezes” ao andar com passos firmes e olhar no horizonte. De fato, ora sou peça perdida de um quebra-cabeça alhures, ora sou coordenada fixa, presa de mim mesma, tomada de encaixes e conexões inseparáveis.

Não sei se decifram-me ou se devoro todas as interrogações que me convém, mas sei que não há encontrar-se sem perder-se. Não há criador sem criatura, que por sua vez não existe sem criação.

Já não enxergo uma folha totalmente branca. Visualizo rabiscos, cicatrizes, e gosto do que vejo. Talvez sim, precise de coordenadas, de conselhos a seguir, bem como de inspiração e liberdade pra fugir gritar correr ser sentir mentir devorar criar achar vociferar & se

E pode ser mesmo que o caminho não desemboque em algum lugar, mas sim, lugar algum. Lugar algum, lugar comum, em branco, pontilhado, pedindo pra ser continuado, escrito, desenhado. Pode ser que não haja um fim, um ponto final, uma linha de chegada. Que o caminho seja o início. O fim. O meio.

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Sobre Amanda

Uma atriz com um leão a rugir no peito.

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  1. Pingback: Novo-velho. « Silence. Exile. Cunning.

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