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Leaving. (rascunho)

Publicado em

Não que eu não fosse tudo o que me afastava do outro. Porque talvez fosse. Imã. Choque. Faísca.

Não, não. Era mais como algo que repele tudo quanto lhe é caro para jamais ter que largar os seus pequenos desesperos, o ritmo frenético do silêncio vazio, o tempo infindável de uma longa espera.

Na verdade, racionalizando um pouco, dá pra perceber que quem muito procura, não acha.

Não, não, vou começar de novo.

Não que não procurasse a saída. A saída pela tangente, a saída da luz no fim do túnel (aquele que nem existe no meio desse labirinto de infinitas indefinições). Procurava a saída como quem procura uma entrada para algo maior, para fugir de si mesmo e encarar o mundo de cara limpa, quase sem identidade. Parece mais fácil do que sair para dentro de si.

Eis o problema: como fugir de mim se só tenho saídas para dentro? (sempre parafraseando)

Não há nada para o que correr. Não há mais certezas, fixações. Deveria talvez deixar-me. Deixar que me conduzam os caminhos que não escolhi. Deixar-me.

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Sobre Amanda

Uma atriz com um leão a rugir no peito.

Uma resposta »

  1. nossa amanda, vc escreve umas coisas que muito me apetecem.
    lembra muito alguns textos de teatro que eu li, meio niilista ate (não sei o que vc me diz?).
    enfim, muito bom ler coisa boa de pessoas que eu conheço!
    adorei. volterei sempre.
    bjoca

    Responder

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