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Cortejando a insanidade.

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Não posso negar tudo quanto me denuncia.

Nem mesmo o receio de tudo que ainda não vi. Tudo o que não me aconteceu, e que não deveria ser paupável, mas que me dói, assusta por antecipação.

Difícil não calcular todos os meus passos tortos assim, vivendo à beira de uma tempestade, com o chão podendo se abrir sob os pés de repente. Difícil manter-se linear, manter o pensamento puro e o coração são.

Desconfio então, de que talvez não haja sobriedade na loucura que tanto defendi. Mas pertence-me, a loucura, a obviedade, o devaneio; e agarro fortemente tudo aquilo que me pertence e que por ventura me mantém em contato com a realidade. Permaneço então cortejando a minha própria insanidade. Ando sobre as cordas bambas, sobre esse fio mais do que tênue do que ainda posso ou tento, chamar de sobriedade.

E se eu cair, alguém vai me abraçar?

 

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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

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