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Labirinto.

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As cordas que se apertam. O círculo que se fecha. O nó que pulsa nas rotações infinitas dos dias, do tempo.

Ainda agora perdi o fio da meada. Já não sei mais em que ponto parei, por onde (re)começar. Não sei se já não virei um labirinto impossível de ser totalmente resolvido. Penso, parafraseando: como fugir de mim, se só tenho saídas para dentro?

Já não encontro as saídas pela tangente, os portos-seguros que eu escondia de tudo que me era alheio. Receio que estes sim, agora sejam-me alheios. Seria como perder o chão, caminhar sem a gravidade, cair como um peso morto.

Falta que se expande como uma cratera que se abre, depois de infinitas rachaduras e avisos prévios. Pequenos tropeços deteriorando todos os pôres-do-sol, todas as coordenadas.

Mas lá no fundo dos meus olhos, dos teus olhos, eu ainda espero, ao final de cada dia, ao entardecer de cada sorriso, encontrar uma coordenada que nunca, nunca muda. – você.

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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

Uma resposta »

  1. adoro os sentimentos em seus textos imagino voce horas na frente do computador remonedo com cigarors os sentimentos gostaria de estar ai para te abraçar e fazer sentir melhor abraços marcelo

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