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Linhas tortas.

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Talvez essas tantas vírgulas sejam o caminho a continuar, a seguir em frente, mas com alguns tropeços, como se pedras brotassem do chão, a confudir a vista, os sentidos.

Penso que talvez a falta de lembranças seja fruto de tanto silêncio, de tantas aspas mal colocadas e interrogações perdidas.

Não sinto mais os enlevos da minha consciência, em súbita decadência. Deixo de pensar nos momentos mais fatídicos, em prol de uma tolice descabida, a ponto de deixar escapulir as palavras não ditas.

Não se deixa saber o que dói mais, as palavras não ditas ou o silêncio corrosivo; o som da própria solidão ou a solidão de passos que se acompanham mas ainda assim estão tão sós…

Se a incerteza dos próximos movimentos dói mais do que a certeza da finitude, não se sabe… e no fundo é melhor mesmo não saber explicar tudo.

Espero as próximas linhas, tentando calar minha ansiedade, as borboletas no estômago. Espero sem olhar demais, sem consumir antes da hora. Seguro meus impulsos, controlo minhas inércias surrealistas de movimentos incertos.

Soa estranho, mas é assim mesmo: as espirais de memórias que (ainda) não tive se entrelaçando numa nostalgia delicada e quase doce.

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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

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