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Uma falta, uma lacuna. (o afeto)

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O meu radinho canta: don’t let the darkness eat you up.
Eu tento. 
O tempo todo eu tento fugir de uma escuridão muda, que me atravessa, por dentro. Por dentro, você leu bem. Então não há fuga possível a menos que me revire do avesso (ainda mais). 
E com o tempo, e as minhas tentativas falhas, compreendi que não existe reciprocidade. O que existem são espelhos e ilusões. E pode ser que esses espelhos durem tempo bastante para deixarem boas lembranças e um sorriso, ou, uma cicatriz. 
Exemplo: enamorar-se de si mesmo através do outro. Parafraseando meu querido Alisson Gebrim. E acho, nesse exato momento de agora, que esse é o melhor exemplo para ilustrar minhas tontas palavras. O que gostamos, amamos, procuramos, é ver no amor do outro (um outro, que acreditamos estar a nossa altura, senão, nada feito), o reflexo do nosso melhor, do porque somos amados. Egocentrismo?
Mas cansei de falar de desamor, esse não é meu foco agora (sempre é, mas estou cansada). Prefiro falar de algo que doa menos e me deixe escrever como quem entende o que fala e o faz sem embargar a voz, pigarrear, gaguejar. 
Percebi, depois de tanto murro em ponta de faca, que procurar a razão dos meus fracassos não irá solucioná-los, apenas criará planos objetivos (que sempre serão subjetivíssimos) e metafóricos na minha cabeça caótica. É só a ilusão do entender, através de uma desconstrução besta. Desconstrução não é compreensão. É tudo barulho, bagunça. Entender não é entender de fato. Vou ter que repetir, porque faz tempo que não uso essa frase: não há verdade absoluta e quem procura não acha.
Não existem provas cabais e últimos suspiros, é tudo ciclo, cadeia alimentar, decadência e disfarces, maquiagens efêmeras pra esconder os nossos profundos vincos, do nosso profundo e eterno desentender.
Não sei ser simples, enquanto todo o resto é simples mas me impõe complexidade. Isso é o que me mata um pouquinho toda vez que penso nas nossas impossibilidades.

Sinto que tento justificar o injustificável para que o sonho seja mais paupável, menos real e mais consistente. Quero senti-lo mais tempo, antes que me escape e (se) parta.
BANG!
(game over)

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Sobre Amanda

Uma atriz com um leão a rugir no peito.

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  1. olá, gostei muito de seu blog. achei este um texto muito válido pra mostrar pras pessoas alguns determinados meandros da psicologia. mas claro, nesses textos filosóficos algumas coisas não ficam exatamente claras e precisariam de várias notas de rodapé. então gostaria que explicasse ao que o ‘BANG!’ se refere, seria algo relacionado com suicídio, ou quem sabe algo científico fazendo referência à criação de mundos novos como na obra do filósofo analítico rudolf carnap? abraços.

    Responder
    • Olá, Pedro.
      Então, sobre o “Bang!” especificamente, se refere a uma quebra, uma ruptura que aconteceu. à qual inclusive me refiro no texto quando digo que não quero que se parta, que se quebre, etc.
      Enfim, pura referência a um acontecimento recente, uma ruptura abrupta. Achei que o “Bang!” caberia bem.
      Abraço.

      Responder

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