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Omit myself. (novamente)

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Quase não tenho mais a pretensão de ser lembrada. Escrevo por que então? Para não esquecer das minhas sensações, acho. Não perder aquele pensamento, aquela sensibilidade. Porque temo cair no lugar-comum e temo esquecer os detalhes dos meus outonos.
É muita pretensão querer ser pretensiosa sobre tudo, todo o tempo. Nem quando me sinto onipotente, consigo tal feito.
Nada me faz tão grande ou tão pequena assim.

A normalidade me aflige.

Permaneço eu, a olhar estes corpos como uma estranheza crítica, peculiar, como se fossem absolutamente excepcionais. Mas simplesmente são. Com suas roupas e cabelos excêntricos, interiores indecifráveis ou (por que não?) completamente normais.
E quanto a mim? Seria o contrário?
Eu e minha normalidade aparente, meu não-fumar, meus modos infantis, pensamentos oníricos, meus amores efêmeros e esquecidos, meu lirismo barato. Pareço normal, comum, não?
Do meu interior nem eu mesma sei. Mas há de ser comum, sem grandes aventuras, mais um querendo crescer para encontrar o mundo, o caos e tudo que falta para preencher as lacunas. Sempre as lacunas, sempre…
No fundo, sou comum e efêmera também. Só tenho esse olhar desconfiado e essa fome de tudo, que me encrenca e atiça as vontades. “Eu quero TUDO. T-U-D-O!”, já dizia a Flávia de Millôr.

Por que consigo a façanha de manter um enorme sorriso no rosto? Por que mentir o tempo todo e sorrir sempre igual? Às vezes eu desejo ser mais fraca e desmoronar mais fácil, ver se encontro mais rápido o que me falta. O caminho. Se encontro, paro de viver. Será que cheguei a começar?
Querem nos jogar num mundo que não é nosso. Querem nos fazer engolir regras estúpidas que ninguém segue, ninguém sabe o que fazer. Querem nos empurrar pela goela múltiplas interpretações dos seus fatos, escarros e sujeiras. Mentem demais. Mentimos apenas.

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Sobre Amanda

Uma atriz com um leão a rugir no peito.

Uma resposta »

  1. Eu nos considero normais, os outros é que são estranhos. Bom, pode ser pretensão minha também ser pretensioso e achar que te entendo, mas acho que entendo.Bom, sei lá. Leia meu mais novo escarro, que abordo esse nosso grande fetiche pelo ‘eu’ e pelo ‘intelecto’.Beijo, pequena.

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