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How can you mend a broken girl? Ou, como um perdedor pode vencer, ou ainda, como me convenci de que me basto.

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Percebo minha pequenez, vou tomando suas dimensões, não tanto em seu aspecto físico, o menos importante, mas o que vai além dele, e ainda assim se mantém raso. É assim que me noto em quase todas circunstâncias; rasa e irrelevante. Não quero ser consolada com palavras que não fazem sentido e perspectivas de mudanças que nunca virão. Rasa e procurando pisar na realidade, nada além.
Que a ilusão é mais doce que a verdade, isso todo mundo sabe. Quanto a chegar a esta última e firmar-se nela, em certezas absolutas, aí já é outra história… Densa e difícil de levar a cabo, nos enganamos sempre.
Não sei por onde [re]começar. Se é que há o que fazer. Tinha expectativas e descobri que não me bastam, eram vazias e grandes demais para meu tamanho, meus princípios.
Novamente tenho a sensação inócua de cair num marasmo infinito, cheio de rostos repetidos, todos com a mesma voz e objetivo nenhum.
Novamente a mesma situação de autosabotagem. Será que eu mesma acabo com meus planos? Conscientemente? É o que parece, mas análises técnicas sobre como mato todos os meus projetos, um a um, não me conduzirão a outro lugar senão minha consciência vazia, um fundo de poço qualquer.
E é engraçado porque se em dado momento senti-me onipotente e certíssima de todas as minhas convicções, as quais não perdi por completo, no instante de um agora efêmero e inútil, sinto-me infantil, nitidamente pequena, em preto e branco, sem voz, sem qualquer coisa significativa. O ápice do descontentamento, do desespero mudo, da indiferença.
Depois de algum tempo, passado o estupor [que palavra!] inicial, volto a perceber-me tola e rio das minhas pretensões adolescentes, da minha confusão infantil.
Mas meu agora efêmero não quer saber de nada além do seu egoísmo máximo, das suas necessidades imediatas. Um instante, agora, imediato e corrosivo, nada definitivo.

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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

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