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amores e ângulos obtusos. porque aqui nada precisa fazer sentido.

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É isso. É assim que vou, de um jeito ou de outro, [re]descobrindo e aumentando a minha paixão pela sétima arte. A arte da espera, da paciência. Não que seja inesperado, mas são sacolejos confusos que você leva até cair no lugar onde deve estar, e talvez nunca descubra que é o seu lugar. Ainda assim, não me precipito afirmando certezas irrefutáveis. Sem pessimismo e modéstia, é assim que é. Não me deixo levar sem preparo, mas não espero muito, não quero exigir o que não sei nem de onde provém.
Ao mesmo tempo, sinto um gritante sentimento de acerto, de aceitação própria de um caminho a desvendar, a conhecer mais, a, quem sabe, amar. Há muito deixou de ser uma euforia momentânea, paixonite efêmera. Mas o tempo passou rápido, nem vi direito como cheguei aqui com cada uma dessas idéias, sem conclusão, mas idéias que impulsionam e se fazem presentes. Com ou sem incerteza.
Como se fosse fácil responder, “que é que você quer da vida, afinal?”; e a vida o que quer de mim?
Dúvida sempre haverá. Eu não nego a sua essência em todos os processos, criativos ou não. “Essenciabilidade”.

Diverti-me muito hoje. Poderia ter ficado mais tempo, nem o veria passar, não fosse a tontura/dor de cabeça por tanta exposição ao sol e holofotes, etc
É como a afirmação de uma escolha já antes certa, um quê de inquietação [porque esta também sempre estará presente, e se mostra em situações mais extremas] e certeza. Não é o florescer, é o re. Reinventar, reinovar, recriar, reacreditar.
Concordo no que tange à prática do cinema, é com ela que se aprende. A teoria me faz crescer, me mata pequenas curiosidades, é sempre conhecimento. Mas é com a prática que a coisa toda toma forma, tamanho, ganha identidade e documento.
Envolver-se nisso, mesmo que indiretamente, é um desafio e um experimento ótimo [e cansativo, mas isso é o de menos]. Doar-se um pouco para aquilo que você elegeu como a sua escolha, como parte fundamental da sua vida. No caso, da minha. Não é todo dia que alguém faz escolhas dessa natureza, mas o meu cada dia é assim.
Não me arrependo ainda, mas me desiludo quando necessário, para tornar as coisas mais palpáveis, reais à medida do [meu] possível. Talvez eu me contradiga dizendo que “eu sou eu e minha circunstância”, como um dia disse Ortega y Gasset. Mas eu quero poder fazer a circunstância, torná-la minha e menos óbvia, dolorosa, mais proveitosa, fértil. Colocar mãos à obra e obter um resultado que possa chamar de meu, ter orgulho, aprender realmente e evoluir com aquilo.
Você desanima se não se descobriu ainda, se não sabe o seu lugar, o tal talento. Por que diabos pra ser bom você precisa ter talento? E se eu criar meu talento? E se ele se esconde de mim, conseqüentemente de todos? Então, o que é que fica? ‘O que é que sobra?’ [sei, essa frase tem sido recorrente… como se eu realmente me importasse só com os restos].
Gosto dos desafios. De não ter total certeza acerca do que está por vir, cedo e tarde, a gente querendo ou não. A incerteza é inerente à existência humana. Por acaso você imagina a vida sem ela? Qual nada, ou o meu pensamento é limitado demais e não vejo além dessas paredes.
Assim, desafio por desafio, espero me motivar, expandir as idéias pré-concebidas, e delas tirar o devido valor. Fazer tudo ao contrário, mudar para ir além, e começar de novo, por que não?

Se eu tivesse resposta pra tudo que me condiz, não estaria aqui na frente de uma tela, como se falar por meio de um monólogo à paredes virtuais fosse de extrema importância, atividade construtiva, e que fosse me render bons frutos. Não espero as respostas certas para as perguntas erradas. Simplesmente não espero. Nada. Quem sabe seja apenas pra não esquecer de tudo da próxima vez que eu fechar os olhos.

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Sobre Amanda

Uma atriz com um leão a rugir no peito.

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