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Lugar-comum, a falta e a unanimidade quase sem utilidade.

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Já parou pra pensar no quanto a gente reclama? Da vida, do namorado ou da falta dele, da balança, do tempo, do vestibular, dos professores, dos amigos ou da falta deles, de acordar cedo, do salário, do transporte, da burrice alheia.
É realmente tão necessário assim sermos tão rabugentos?
Falo, porque faço parte desse contexto, sem me orgulhar disso, sou parte dessa grande massa de equívocos, que nem sempre opta pela racionalidade na hora de analisar o mundo que a cerca e incorre aos mesmos erros, mesmos lugares-comuns. A reclamação geralmente é unânime. Os motivos se repetem, e parece que não cansamos deles.

É óbvio que minha hipocrisia não chegaria ao ponto de fazer-me prometer mudanças por aqui, por ali, deixando de lado essa essência reivindicativa, por assim dizer, de insatisfação com o mundo mundano e a vida mundana. Ambição também é importante, não?
Se não concordar, me diga, quais os motivos que te fazem levantar todos os dias? Além dos fisiológicos, e de outros que possam ocultar este, mas duvido que não haja um quê de ambição por trás de tudo e até das menores ações.
Questões moralistas nem entram aqui. É mais algo como uma reflexão pessoal mesmo, talvez sem caráter de mudança, e daí parecerá inútil, mas nunca o é. Alguma coisa aqui dentro e dentro do lado de fora sempre muda, sem chamar a atenção, é dispensável.
Não que eu não queira mudar, mas também não acho necessário mostrar mudanças aos de fora. O que importa é o interno, e é a partir dele que se constitui o externo, importando a quem importar.
Não diria ‘então seja o que tiver que ser’, porque não me agrada a idéia de se isentar de um posicionamento e deixar tudo nas mãos de alguém ou de forças superiores, que cada um faça o seu ‘o que tiver que ser’ e coloque em prática o seu teórico [por falta de prática] livre-arbítrio.
Já não consigo imaginar viver sem acreditar nele, o que pode soar estranhíssimo a quem não crê no mesmo, não exerce o seu e nem sabe o que seria ‘fazer a sua parte’.
Mas, deixando de julgamentos fora de hora [e quando é hora, afinal?], não tenho bem certeza do que me levou a escrever tanto, de repente, às 5 e muito da tarde, em pleno expediente. Talvez tenha sido uma andada ao sol com um ventinho na cara, balançando o cachecol nesse frio curitibano. Talvez eu tenha feito o que já não se faz mais ultimamente [nem eu mesma], pensar. Verbo dos maiores, cheio de significado e importância. Tenho um sábio mestre de português que diz que “o segredo está no verbo, o verbo é tudo, é o seu melhor amigo”, então acreditarei nele mais esta vez, e sigo, pagando pra ver o que acontece.

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Sobre Amanda

Atriz da Cia CemCulpas e escritora de meia tigela.

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